4 de jun. de 2009

No armário da vovó





Quando abro
o armário da vovó
há tanto que descobrir...

Fotos antigas
pelo tempo
envelhecidas.

Um leque espanhol
amarelo como o sol.

Um colar encantador
presente de um tal senhor.

Tem também
um broche de gatinha
guardado numa caixinha.

Um pacote
de cartas seladas
e lembranças guardadas.

Notra caixinha
redondinha
há agulhas pra costurar
e linhas pra acompanhar.

No armário da vovó
há tanto que descobrir...

Coisas bordadas
e dobradas
coisas diferentes
atraentes.

Tantas coisas
com perfume forte
especial
só dela
sem igual.

19 de mai. de 2009

Mario Benedetti


Serve-me e não me serve
A esperança tão doce
tão polida tão triste
a promessa tão leve
não me serve

Não me serve tão mansa
a esperança

A raiva tão submissa
tão débil tão humilde
o furor tão prudente
não me serve

Não me serve tão sabia
tanta raiva

O grito tão exato
se o tempo o permite
alarido tão pulcro
não me serve

Não me serve tão bom
tanto trovão

A coragem tão dócil
a bravura tão mole
a intrepidez tão lenta
no me serve

Não me serve tão fria
a ousadia

Sim me serve a vida
que é vida até morrer
o coração alerta
sim me serve

Me serve quando avança
a confiança

Me serve teu olhar
que é generoso e firme
e tu silencio franco
sim me serve

Me serve a medida
de tua vida

Me serve teu futuro
que é um presente livre
e tua luta de sempre
sim me serve

Me serve tua batalha
sem medalha

Me serve a modéstia
de teu orgulho possível
e tua mão segura
sim me serve

Me serve teu caminho.
Companheiro.





Nunca publicamos em nossos blogs textos de nenhum outro escritor, chegou a hora de inovar. Hoje queremos homenagear a um escritor uruguaio que acaba de falecer, América e o mundo se dobram ante o silêncio de Mario Benedetti. No Brasil, pela escassez de traduções ele não é tão conhecido. Para nossos amigos uma pequena mostra do talento do grande poeta Mario.

14 de mai. de 2009

O Homen e o Mito

A historia guarda um lugar muito especial para um seleto grupo de pessoas também especiais. Certamente Obdulio Varela faz parte deste grupo. Ele não transcendeu pela sua longa e vitoriosa carreira de futebolista, nem pela sua luta por vencer o alcoolismo, si quer por suas reservas morais e éticas, quem o colocou na historia foi apenas uma atitude pessoal, uma ação que não duro mais de 2 minutos, suficiente para ser incluída como exemplo nos cursos de mestrado de sociologia de varias faculdades do país.
Obdulio nasceu pobre e pobre morreu, não poderia ser diferente, suas formas de ver o mundo e senso de justiça social batiam de frente com o incipiente profissionalismo que começava a se engendrar por aqueles anos.
O apelido que ficou conhecido foi “vinacho” pela sua afecção pelo néctar das uvas, mais isso foi antes da grande final, logo seria apontado como “negro jefe”, “gran capitan” ou “Leão de Maracanã”. E assim entrou na historia.
O alcoolismo consegue vencer com apoio da família, dos amigos, ficou um ano sem jogar mais voltou e melhor do que era antes.
Quando joga a final do mundial de 1950 fazia já oito anos que era capitão do time, tinha enfrentado muitas vezes o Brasil, ganhado e perdido. A última vez, uns meses antes com vitória brasileira por 2 a 1; o jogo da seleção “canarinho” era bem “manjado”: toque e gol, toque e gol, depois que entra um, abre-se a porteira e é goleada.
Foi este conhecimento do jogo do adversário que leva a Obdulio a paralisar a partida, necessitava esfriar o rival e revitalizar a moral do seu time. Foi justamente nesta hora que a historia o escolhe para ser imortal. Brasil abre o placar com gol de Friaça e o bandeirinha marca impedimento no começo da jogada, mais o gol e o rugido de 200.000 fanáticos o levam a se retratar e nunca mais reconhecer a nulidade da jogada. Anular aquele gol poderia significar um risco muito alto para a saúde da trio arbitral.
Naquele momento o capitão sabe do risco que correm, caminha lentamente até seu próprio gol recolhe a bola que o goleiro Maspoli, abatido, se negava a repor e a coloca embaixo de seu braço, então começa a caminhada para a gloria. Primeiro reclama com o bandeirinha, depois com o juiz. Ele não fala inglês e o juiz não fala espanhol, um interprete é chamado segundo marca a regra; e assim passa se o tempo, o tempo necessário para que a multidão passe da louca alegria ao nervosismo raivoso, os jogadores impacientes, a torcida enfurecida, e ele lá, com a bola embaixo do braço passeava pelo campo, como um general onipotente.
Antes de começar o jogo pediu a seus companheiros para não olharem para as arquibancadas, sabe o poder de intimidação que exercem as multidões. Agora, com o jogo parado faz exatamente o contrario: olha de maneira desafiadora a multidão que o insulta, e ele sereno, sem soltar a bola, se torna alvo do ódio da turma que grita: “Filho da puta!!! Filho da puta...”, podem imaginar esse coro de 200.000 vozes? Suficiente para deixar os jogadores desassossegados e nervosos. Quando recomeça o jogo apenas fala para seus companheiros: “O jogo começa agora.”
O resultado a gente conhece: Uruguai apertou as marcas, começou a atacar, mais pela direita onde Giglia infernizava a Bigode e, acabou virando o jogo.
No Rio de Janeiro ninguém duvidava da vitória, a festa estava pronta, guarda de honra e banda de musica amimariam a entrega da taça.
O presidente da Fifa, Jules Rimet tinha ensaiado o discurso que faria para aquela multidão extasiada, o percurso entre o palco e o campo de jogo é longo, quando Jules Rimet empreende a caminhada por corredores e escadas o jogo esta 1 a 1, este resultado da o titulo ao Brasil, até ali ninguém duvidava disso, quando ele chega ao campo o silencio é pesado, Uruguai acabava de virar o jogo pouco antes de terminar.
O apito do juiz desata um pandemônio no campo de jogo, na cidade do Rio e no país todo, o sentimento que vai da raiva à impotência se apodera de todos. Não tem banda de musica, nem discurso, nem guarda de honra; o presidente da FIFA, que é baixo, magro e de óculos abraça a estatueta de ouro (a original que posteriormente fora roubada da sede da antiga CBD), perdido naquele corre-corre o encontrou Obdulio, chegou até ele, pegou o troféu e nem agradeceu, “Eu não falo inglês“ justificou-se depois.
À noite ele sai sozinho do hotel em Copacabana onde se hospedava a delegação, a tristeza paira no ar, a frase que mais escuta é: “Obdulio nos ganho o jogo”. Continua caminhando, anônimo, jururu, até não conseguir segurar mais aquele peso n’alma, e num bar entra, pede uma cerveja, ao ser reconhecido pede desculpas, manda servir bebidas para todos os presentes. Obdulio foi o último em chegar ao hotel, já era meia-manhã, chegou num caminhão escoltado por uma multidão bêbada, que o acompanhou como em um cortejo etílico por todos os bares de Copacabana, Ipanema e Leblon.
Muitas historias contam sobre a generosidade que ele semeou durante a vida. Numa viagem da seleção uruguaia, ao Chile, toda a delegação se encantou com um menino de rua, “rotito” ou “roto” como dizem naquele país, o menino foi convidado a passar uma semana, realizando seu sonho que era - assistir um clássico no Estádio Centenário. Aquela viagem calou fundo na alma do menino. Ao completar a maioridade foi ao Uruguai, onde tinha passado momentos tão felizes e fora tão bem tratado. Mais a vida muda... também as pessoas, os dirigentes esqueceram das promessa feitas ao então menino. O jovem de agora encontrava-se na rua, sem trabalho, sem amigos, pois foi Obdulio, tão crítico com os dirigentes que acolheu o jovem na sua casa, comprou remédios, cuido dele até sua morte. O jovem chamava-se Nestor Pinilla.
O desprendimento de Obdulio com o dinheiro era tão grande, que beirava a irresponsabilidade, quando liderou uma greve de jogadores, que paralisou o futebol por vários meses, ele voltou a trabalhar como sapateiro e o time argentino de Boca mandou um emissário para contratá-lo, seria a salvação econômica de sua família, seria, por que ele não aceitou, dizia que era uruguaio, gostava de jogar no Centenário e se Boca queria contratar-lhe teria que jogar em Montevidéu.
Ele era negro e casou com uma descendente de imigrantes Húngaros, loirinha de olhos azuis. Podem imaginar o preconceito que o casal teve que enfrentar naquela época? Ele nunca se preocupou muito com o conforto e as “modernidades”, quem compro uma geladeira foi a esposa. Surpreendeu-se quando chegou em casa e quis saber de onde ela havia arrumado dinheiro, ao que sua esposa respondeu: “Com o dinheiro que tenho tirado de seus bolsos, a cada noite que chegas bêbado, nego safado”.

10 de mai. de 2009

Gloria de Dourados



Acabamos de regressar de um encontro Educacionista, realizado em uma pequena cidade de Mato Grosso do Sul.
Em nosso grupo havia 14 pessoas e percorremos mais 1.500 km, de Brasília até Gloria de Dourados.
Nós, Educacionistas, acreditamos nas idéias do professor, humanista, atual Senador: Cristovam Buarque, e fazemos parte de um movimento social, ainda informal e plural: Movimento Educacionista.
O encontro foi organizado por Eustáquio Alves sua esposa Raulene, com a ajuda de seus familiares, tudo muito simples e muito eficiente, como são as coisas da gente do interior.
O suporte e incentivo do deputado Onevan Matos foi fundamental para o sucesso do encontro.
Saímos as zero hora da sexta-feira e quatorze horas depois chegamos a Campo Grande.
A “Cidade Morena” nos recebeu com seu clima agradável e gente amistosa. Após uma ducha reparadora, nos deslocamos em nosso microbus super confortável, até a moderna Assembléia Legislativa Matogrossense, ali se realizou um evento donde participaram varias autoridades sendo encerrado com a fala do senador Cristovam, o publico lotou o auditório para 360 pessoas, e, como de costume, o senador respondeu perguntas até altas horas. As inquietudes do publico eram as mesmas de todos os brasileiros: as condições da educação no país, a realidade de seus atores (principalmente os professores), seu futuro, as novas perspectivas, as idéias do senador para gerar mudanças.
Passava das 22 horas, reiniciamos nossa viagem, o último trecho nos esperava, nossos eficientes motoristas Junior e Bill, sofreram com a falta de sinalização nas rodovias sul-mato-grossense. Após alguns quilômetros a mais, feitos entre Dourados e Fátima do Sul, chegamos a Gloria de Dourados (menos de 10.000 habts), às 3 horas da madrugada ao hotel Prata, todos cansados e sonolentos.
O sábado amanheceu radiante, o cansaço deixou marcas nos rostos dos educacionistas mais os corações pareciam de crianças, plenamente revigorados.
O evento da manhã foi no auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, com mais de duzentas pessoas. À mesa presidida por Eustáquio Alves, contou com uma dúzia de autoridades da cidade. Uma placa colocada as presas, na noite anterior, lembraria a presença do senador naquela cidade, Cristovam descobriu a placa por acaso enquanto tirava fotos, seu descobrimento causo-lhe uma alegria genuína e fez questão de tirar o resto das fotos embaixo da placa.
Ao meio dia mato-grossense ao finalizar o evento, os educacionistas participaram de uma caminhada pela cidade, juntamente com a comunidade e autoridades.
No Salão Paroquial um farto almoço esperava por todos, foram quase quinhentos comensais. Na mesa das personalidades Eustáquio sentava ladeado por um senador e um deputado, fato histórico na pequena cidade.
Ali presenciamos o nascimento de uma liderança, nossos desejos de êxito ao jovem Eustáquio Alves.
Na parte da tarde realizaram-se as oficinas, algum atraso que teve não anulou o brilho da participação massiva dos jovens.
As oficinas com participação ativa do público foram: 1- Filosofia, Ética e Moral, com os moderadores Carlos e Harrison Socorro e Vanessa; 2- Educação, com os moderadores Gacy e Rafael; 3- Desenvolvimento, com a moderadora Fernanda; 4- Contexto Político, com os moderadores Israel, Edna e Sônia; 5- Ecologismo, com os moderadores Julia e Galheno; no quiosque cultural, distribuindo material de divulgação e livros, estava Raúl e registros fotográficos o Rudolfo.
Na plenária pudemos escutar uma mensagem muito clara dos grupos de trabalho, uma mensagem que fala da confiança no futuro e da vontade de trabalhar, para mudar realidades que nos incomodam.

Ao finalizar o evento doamos (Gacy e Raúl), aos organizadores do evento, um “kit” de livros para ser entregue à uma biblioteca de comunidade carente, logo uma provocação aos presentes: percorremos-nos mais de 1.500 kms para doar aqueles livros, eles que moram mais perto, não teriam livros em sua casa que poderiam ser doados? Entendemos que fazer circular livros é sociabilizar o conhecimento, essa é uma autentica ação Educacionista. A continuação reafirmamos dita ação, sorteando livros entre o publico fazendo a alegria de media dúzia de educacionistas.
Finalizado o evento, a equipe de trabalho e apoio partiu para uma confraternização, no restaurante mais chique da cidade, o único com musica ao vivo, que está localizado de frente para a praça, de onde o povo do outro lado da rua, assistia ao espetáculo que ali aconteceu.
O grupo de Brasília contagiou de alegria a noite gloriadouradense. Com música e muita cerveja comemorava uma longa e renovadora jornada, bailando freneticamente e disputando partidas de truco à moda matogrosense, nos apanho a madrugada, bem no meio da calçada.
No domingo compartilhamos um almoço na casa de Raulene, e às 15 horas iniciamos um regresso que acabaria as 10 da manhã, da segunda feira em Taguatinga Norte /DF.
No despertar de idéias fervilhantes nos levou, no meio da estrada, a uma reunião de debates e balanços.

Na hora da avaliação, certamente como logro primário, nos resta após MS, a sensação nítida do crescimento do ME. Esta data nos sinaliza alguns marcos: coisas bem feitas que devem ser aprofundadas e outras corrigidas.
Todo este curto caminho percorrido pelo Movimento Educacionista nos deixa algumas revelações: muito mais caminho resta por andar, um congresso nacional se impõe nesta hora e já estamos trabalhando para isso acontecer.

23 de mar. de 2009

Carnaval cultural 2009 - 3ª edição

O colar luminoso da cidade que surge no horizonte, avisa que estamos chegando...
Brasília esta ali, querendo nos abraçar, dando-nos: boas vindas. Ainda é época de chuvas e a cidade esta verde e florida.
Mais de dois meses se passaram, caminhamos por cinco países, foram mais de 10.000 Km. Ufa!
Todo retorno é um recomeço, a mesa de trabalho está vazia, livres de papeis. Este fato nos lembra que em breve novos papéis embalarão renovadas idéias e sonhos.

Foram dois meses cheios de atividades, realizações e muita satisfação.
Em nossa última escala, à beira do Guaíba, passamos boas horas antes de seguir viagem. Porto Alegre respira cultura! Os antigos palacetes, herança do Estado poderoso, antes ocupado por sedes de bancos ou secretarias do governo, agora são museus que cuidam do acervo histórico e Artístico da cidade, impulsionando a Cultura. Tão serio é o trabalho de recuperação da memória, que o belo e antigo Hotel Majestic, cujos primeiros desenhos de sua fachada, foram feitos em 1903 teve sua arquitetura preservada e transformada em Casa de Cultura. A construção deste hotel era tão ousada e inédita para a época, que foi construída em etapas. A primeira etapa só foi iniciada em 1916 e concluída em 1918, sendo totalmente concluído em 1933. Em 1983, com ajuda da pressão popular, o Hotel Majestic foi transformado em Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), hoje, certamente, um referente cultural e histórico para o país.
Visitamos também, a Rua dos Andradas, mas conhecida como Rua da Praia, lá, reencontramos um grupo de índios equatorianos vestidos a caráter, tocando e interpretando melodias típicas. O som das músicas indígenas é tão forte, denso, que é capaz de transportar nossas mentes para outra época ou mesmo região.

Durante nossa temporada no Uruguai fomos ao interior profundo, numa pequena cidade onde as coisas demoram em acontecer, para lançar nosso último livro em espanhol: Mosaico.

O evento que organizamos se chama Carnaval Cultural, e, desde 2006 produzimos cultura durante a semana de carnaval (no início fomos chamados de fantasiosos).
Todo ano, nosso lançamento é pretexto para organizar um evento que inclua vários gêneros artísticos. Este ano, na 3ª edição, por primeira vez não contamos com convidados de fora do pueblo, nem foi necessário, apresentaram-se mais de trinta artistas, todos da região.
Os artistas plásticos brindaram-nos com uma mostra de seus quadros.

O novo grupo de bailarinas da cidade (criado este ano) apresentou nove estudantes de dança, que interpretou bailes flamengos. Prometeram voltar no próximo ano com outros números.



Os jovens que iniciaram no ano passado, o curso de arte dramática, nos presentearam com uma passagem de Dom Quixote.
Nesta edição, abrimos espaço ao público, para que pudessem participar mais ativamente lendo seus textos.

O sucesso foi tão grande, que gerou em nós uma inquietação: editar um livro apenas com escritores locais (inéditos, em sua maioria). Este projeto é para o próximo ano, e, já estamos trabalhando neste sentido.


Aos músicos, correspondeu o fechamento do evento. Os estudantes do Instituto Robert Schummann, também criado em 2008, colocaram um broche de ouro: um pequeno de cinco anos, que roubou aplausos emocionados de todos os presentes. Em nós, deixo uma paz imensa e a sensação do dever cumprido.
Quando começamos em 2007, almejávamos realizar eventos com artistas locais, tínhamos bem claro que levaria tempo, mais os louros chegaram tão rápido que nos surpreendeu. Sentimo-nos instigados a aceitar novos desafios, com prazer.

7 de nov. de 2008

Nossos Projetos-(Realidades)

Estes são alguns dos projetos que realizamos com estudantes, professores e comunidades em geral.

* Oficina Gutenberg – livro criativo – Sobre produção de livros, com o intuito de estimular a leitura, direccionado aos professores.
Origem histórica do papel, os primeiros livros, passando pelos diferentes materiais que podem ser usados para elaborar livros, segundo a idade do leitor. Material atractivo, inventivo elaborado para despertar o interesse.

* Oficina Gutenberg – para pensar e gostar de ler - Direccionado aos alunos, com o propósito de estimular a leitura, escrita e a confecção de livros. Despertar a curiosidade e plantar a ideia de que qualquer pessoa pode escrever um livro. Instruções para o passo a passo, desde a ideia inicial, escrita, correcção, ilustração, diagramação, impressão e venda.

* Projeto Costurando Palavras - Une noções básicas de corte e costura, artesanato, textos e material com o qual se possa abstrair uma leitura visual, táctil e textual, fazendo parceria com a alfabetização.
Este é um projecto que acompanha as camadas menos favorecidas de nossa sociedade; fortalece a ideia de inclusão social, alfabetização, geração de emprego e outras medidas que geram qualidade de vida; incentiva e valoriza a auto-estima, a vontade de superar obstáculos.

* Projeto de Inclusão as Artes – Um descobrimento das aptidões e trabalho em equipe, aplicados na: literatura, desenho, origami, música, expressão corporal, escultura etc.
Após cada oficina, são muitas e variadas as surpresas que nós, os professores e os próprios alunos temos, ao descobrirmos talentos adormecidos.

*Projeto introdução básica ao espanhol – As semelhanças/diferencias com português, curiosidades, origens e variações dentro do mesmo idioma. Em qualquer idioma existem palavras-chaves para facilitar a comunicação, neste caso mostramos alguns atalhos básicos para quem quer conhecer o Espanhol.

*Contação de história – criança, jovem e adulto – O conto fantástico, o conto realista, fazer rir, fazer pensar e emocionar. A importância da narração oral, na historia da humanidade é tratada de maneira transversal, com as historias, os contos e os causos.

* Encontro com o Escritor – Leitura e bate-papo informal c/ escritor. Confirma a realidade de que o escritor pode ser nosso contemporâneo e vizinho.
Ao desmistificar a imagem de que o escritor é inatingível, mostramos que todos podem escrever, mais somente poderá ser escritor quem for um bom e atento leitor.

* Projeto Para Gostar de Poesia – Para adolescentes e adultos. Origem da transmissão oral e fecunda, com a finalidade de unir, distrair e passar costumes.
Estimular crianças, jovens e adultos a: ler poesia e fazer poesia. Desde o soneto até o Hip Hop atual, a poesia esta no dia-a-dia de maneira visual, sonora, lúdica ou escondida, descobri-la, é um desafio.

* Projeto Para Contar Contos – Estimular crianças, jovens e adultos a: ler e produzir contos, diferenciando a visão pessoal, da impessoal. Desde os primórdios na historia da humanidade, até o cotidiano da família, tudo se conta com apenas dois ferramentas: a memória e a voz.

20 de out. de 2008

Exposição de Livros no Senado Federal - DF


Nos dias 15 e 16 de outubro, foram realizados, no Senado Federal (Brasília), uma Mostra de Livros Infantis e Juvenis.
Uma idéia do Senador e professor Cristovam Buarque, tornou-se uma realidade executada por Gacy Simas.
Para comemorar o dia do Professor e das Crianças, a mostra exibiu livros de escritores de Brasília e outros.
Três entidades estavam presentes: o Sindicato dos Escritores do Distrito Federal, Academia Taguatinguense de Letras e Movimento Cultural aBrace.

17 de out. de 2008

Contação de história




É maravilhosa a sinergia que a escritora Gacy Simas tem com as crianças (Foto 1). Dia 17/9/2008, foi a vez das 400 crianças, entre 3 a 6 anos de idade, que estudam no SESC de Taguatinga Norte, participarem da contação de histórias com o casal Gacy Simas e Raúl Larrosa (foto 2), ambos escritores, dedicados em promover a educação integral, por meio de projetos de estímulo a leitura, para crianças, jovens e adultos. O casal trabalha com projetos especiais para professores.

Contatos: edylsia@gmail.com
Fone: (Oxx61) 8419-2163

7 de out. de 2008

Visita a São Sebastião


Finalmente fomos cumprir uma promessa feita ao nosso amigo, professor e estudante de jornalismo: Vinicius Borba. Ele é companheiro educacionista, fundador dos Radicais, grupo de artistas que faz seu sarau mensal nos padrões da Tribo das Artes.
Prometemos realizar uma oficina na escola onde ele trabalha.
São Sebastião fica a 28 km do Plano Piloto, Brasília, mais poderia ser uma pacata cidadezinha do interior, quem sabe do Maranhão, já que a maioria de seus habitantes tem suas raízes por lá.
A escola fica do lado de um bosque e a ele deve seu nome. Um grande incêndio, acontecido ali em tempos anteriores, tem gerado na população uma consciência ecológica, realista e antenada aos novos tempos.
Os jovens recebem influências dos movimentos que atuam nas grandes periferias, Hip Hop, Rap, e claro do Reggae do Maranhão.
Nossa Oficina, uma das que mais prazer nos dá, é: Inclusão as Artes ( Literatura ‘prosa e poesia’, Artes Cênicas ‘teatro, fantoches e dança’, Artes Visuais ‘maquetes, desenho e pintura’, Música), após um curto bate-papo tendo como tema central a Comunicação, dividimos as turmas, em grupos (7 grupos de 8 alunos). Para cada grupo uma Arte a ser trabalhada, revelando a comunicação por meio dela. Após mais de uma hora e meia de intensos trabalhos, ensaios, recomeço, nervosismos e polêmicas próprias da idade, e uma serie de loucuras que os adolescentes nos tem acostumados, finalmente estavam pronto para ver o resultado das tarefas, apenas um grupo não se apresentou, produto da insegurança e timidez de alguns membros da equipe, o que deixou numa tristeza de dar dó os outros integrantes, que desejavam expor sua obra.
No grupo de desenho, uma forte influência do graffiti e uma rejeição aos pichadores.
A equipe de dança refletiu toda a sensualidade, que estes jovens estão acostumados a assistir pela televisão, sendo Rap e o Hip Hop suas principais referências. Igualmente aconteceu com os novos poetas.
Ao final das apresentações, o coletivo escolheu, por voto secreto, o grupo de melhor performance. Ali esteve a parte alta da tarde, eles esqueceram do sagrado lanche, para torcer por seus favoritos, na hora da votação.
É com este tipo de público, crianças de escola pública, em contexto crítico, carentes de uma visão positiva da vida, que nossa presença adquire uma relevância maior, ante a escassez de referências culturais mais abrangentes. Mesmo escondido sobre todas as intempéries sociais, surgem talentos ocultos desejando serem descobertos e lapidados.

5 de out. de 2008

Curso Técnicas Pedagógicas para Monitores na ULB


O BOM FILHO A CASA RETORNA

Após concluírem o curso de Educação Política da ULB (Universidade Aberta Leonel Brizola), ministrado na Tele-sala de Taguatinga, os concluintes retornaram na última segunda-feira, dia 15, para darem prosseguimento ao aprendizado que durou 5 meses.

Os futuros monitores se reuniram com a professora e "Educacionista", Gacy Simas, para mais um aprimoramento em suas jornadas em busca de Técnicas Pedagógicas.

A ULB Taguatinga não pára por aí. Futuramente, segundo a coordenadora da tele-sala de Taguatinga, Socorro Passos, a intenção é que os monitores se formem em outras disciplinas, como por exemplo: oratória e curso de libras, a fim de melhorar a qualidade de atuação em sala de aula por parte dos monitores.

"Nosso objetivo é tornar os monitores “super” preparados para atenderem as necessidades da população em sala de aula". Socorro Passos.

"A ULB mudou tanto minha vida que hoje tenho vontade de contribuir disseminando o conhecimento que adquiri".Palavras de Maria Júlia.



Notícia de Socorro Passos, Coordenadora da Tele-sala de Taguatinga.



Curso Técnicas Pedagógicas para Monitores, trabalho realizado com a turma de monitores da Universidade aberta Leonel Brizola -ULB. Brasília, de 15/9/08 até 20/09/08.

14 de set. de 2008

Entrevista com o escritor



Colégio Inédito

No dia 10 de setembro de 2008, os escritores Gacy Simas e Raúl Larrosa, estiveram no Colégio Inédito, situado na Colônia Agrícola Samambaia (Brasília), para uma entrevista programada pelos alunos do ensino fundamental e médio.
A programação iniciou com uma apresentação, por parte dos escritores, mas logo os jovens iniciaram as perguntas... e, num instante, formou-se uma enorme fila de crianças, todas aguardando sua vem para questionar os autores.
Afirma Gacy: “As crianças, de um modo ou de outro, sempre conseguem nos surpreender, desta vez, foi uma jovem de 11 anos, que criou uma poesia na hora, para nos homenagear. Verdadeiramente especial!”
Durante este semestre as crianças estão estudando a obra de dois escritores: Machado de Assis e Gacy Simas. Procuram obter semelhanças com os aspectos da natureza em ambas as obras.
Os escritores observam: “Apoiamos a iniciativa dos dirigentes, pois procuram manter vivo o escritor clássico e trazer para perto das crianças os escritores regionais e que ainda estão vivos.”

4 de set. de 2008

27º Feira do Livro Brasília



Sábado, 30 de agosto, começou a 27ª Feria do Livro. Iniciamos com um encontro de escritores uruguaios. No estande do Sindicato dos escritores e da Academia Taguatinguense de Letras, aconteceu um sarau organizado pelo Movimento Cultural aBrace, com a presença de seus diretores Nina Reis e Roberto Bianchi, com a participação especial da poetisa uruguaia Betty Chiz. Com o microfone aberto para a participação do público presente, desfrutamos de um evento iluminado pela magia das palavras e das idéias. Em meio ao espetáculo poético, escutamos o som da chuva, esta não seria nenhuma noticia se, Brasília, não estivéssemos ainda no período da seca. Após 5 meses de baixa umidade, as primeiras gotas de chuva que caíram, recebemos não apenas como prenúncio da primavera, mas também e principalmente como um sinal de bom e fértil período na literatura e nas raízes culturais da nossa sociedade.
Paralelo a Feira do Livro iniciamos esta semana, a primeira Bienal de Poesia – I BIP, um empreendimento que se tornou realidade, principalmente, pela perseverança do escritor Antonio Miranda. Contaremos com a participação dos nossos amigos e convidados uruguaios também em apresentações na BIP.
Ao final da noite do dia 30/8, recebemos a honrada visita do poeta amazonense Thiago de Mello (principal homenageado em esta Feira e Bienal). Foi um momento emocionante, ver este homem de idade avançada, que na noite anterior dormiu com um médico em sua cabeceira, pois estava com 40º de febre, inclusive foi noticiado pela imprensa que sua presença era incerta. Vê-lo ali conosco distribuindo otimismo foi maravilhoso! O grande Thiago de Mello nos contou sobre o carinho e saudade que tem por Mario Benedetti e Eduardo Galeano, sobre o tempo que ficou exilado no Uruguai e os amigos que conquistou. Admirável a história de vida deste poeta.

Estamos na 27ª Feira do Livro, que começou da melhor maneira possível.

3 de set. de 2008

27ª Feira do Livro de Brasília



Especial:

Dia 03 de setembro
Horário: 9h às 12h
Local: 27ª Feira do livro de Brasília, Pátio Brasil - Oficina II
Explanação de alguns projetos de incentivo a leituras, durante o II Fórum Brasília, capital das leituras.
A escritora Gacy Simas, apresentará um de seus Projetos de estímulos para leitura:
o Projeto Ler e Criar – incentivo à leitura, a convite da Biblioteca Braille de Taguatinga, pela Dinorá Couto Cansado.

2- Dia 04 de setembro
Horário: 10h às 13h -
Local: Biblioteca Nacional e Brasília - I Bienl de Poesia - I BIP
A escritora Gacy Simas participarái com performance poética, durante apresentação dos membros da Biblioteca Braille de Taguatinga, na programação do Viva a Poesia - com os Autores em Braille, organizado pela Dinorá Couto Cansado, da Biblioteca Braille de Taguatinga.

2 de set. de 2008

11º Encontro de Esperanto de Taguatinga - Brasília


Você sabe que há uma língua para todos os habitantes do Planeta Terra? Essa língua não pertence a nenhum povo, em particular; todavia, de todos ela é igualmente pertencente. Ela é minha e também sua; mesmo que você ainda não a tenha começado aprender. Essa língua chama-se ESPERANTO. Com o propósito de divulgar o ESPERANTO, a “Taguatinga Esperanto-Klubo" (Clube de Esperanto de Taguatinga) realizará no dia 21 de setembro (domingo), a partir das 9 horas da manhã, o 11º Encontro de Esperanto de Taguatinga. O tema será: O ESPERANTO EM TAGUATINGA. O evento constará de duas partes. 1ª Parte: Palestra mostrando aspectos históricos do movimento esperantista em Taguatinga; 2ª Parte: Apresentação de um espetáculo artístico na língua Esperanto com artistas do DF e a participação especial de Tarcísio Lima - cantor, compositor e músico de Fortaleza (Ceará), premiado em vários concursos internacionais. O evento será realizado no Auditório dos Pioneiros (prédio da Administração Regional de Taguatinga, na Praça do Relógio, Taguatinga Centro, Brasília, DF). O visitante que for de trem do metrô deverá saltar na Estação Praça do Relógio.
A ENTRADA SERÁ FRANCA.
Se você desejar mais informações utilize:
E-mail: "tek.esperanto(ARROBA)ig.com.br"
Telefone: (61) 3033-4882 (sede do TEK).
Colabore com o movimento em prol do Esperanto retransmitindo este convite para os seus amigos, principalmente para aqueles que moram no Distrito Federal.

Desejando muita paz, saúda-lhe,

A Diretoria do Taguatinga Esperanto-Klubo

NOTA: Se você quiser manter-se informado sobre tudo que ocorre no DF com relação ao movimento em prol do Esperanto (cursos, festas, congressos, excursões etc), solicite-nos sua filiação ao Grupo ESPERANTO-EM-BRASÍLIA. Você não pagará nada por esse serviço.
Abrace você também essa bandeira:
"PARA CADA POVO, A SUA LÍNGUA; PARA TODOS OS POVOS: ESPERANTO!".

24 de ago. de 2008

Quem cria seu caminho é você


Imagine, você anseia pela presença de um amor, mas a seu ver, ele está demorando muito. Qual será o motivo? Reveja em que direção está seguindo.
Que tipo de amor está desejando? Será que está pronta para aceitar os defeitos que vêm junto, no mesmo pacote das qualidades que você, tão cuidadosamente assinalou, quando fazia suas orações?
Durante todos os dias nos colocamos diante de dois caminhos. Ao levantarmos, pela manhã, devemos escolher quais peças de roupa iremos usar? Durante o café da manhã: o que comer? Irei tomar café hoje? Sendo assim precisamos sempre tomar uma decisão. Não é diferente no tocante ao relacionamento amoroso. Quanto mais conscientes das implicações e responsabilidades de nossas escolhas estivermos, tanto melhor, pois “ O plantio é opcional. A colheita é obrigatória.”
Talvez você diga que não escolheu a quem amar. Embora discorde desta opinião, - nesse momento faço uma pausa para explicar o ponto de vista - pois se você escolheu ir àquela festa, danças com aquela pessoa, alimentar os encontros, envolver-se com ela. Me desculpe a franqueza: você escolheu, sim, essa pessoa para amar. Então o caminho deve ser a honestidade em amar, dedicação, assumir a responsabilidade.
Acredite na sua força, ela é maior que o receio de ser mal interpretado, de ser enganado, de perder a pessoa amada, ou melhor dizendo de sofrer mais do que poderia agüentar. Nosso medos estão sempre pairando à sombra, mas as atitudes diante delas é que fará a diferença. Afinal, nós também podemos estar causando sofrimento à alguém, não só sermos vistos como vítimas das situações.
Neste ponto podemos falar sobre maturidade, já que falamos em responsabilidades. Muitos consideram o fato de amadurecer como um castigo que só trará coisas chatas, monótonas e difíceis de serem feitas e faladas. Normalmente é o tipo de comportamento esperado pelos jovens em torno dos 18 a 20 anos, embora muito adultos ou idosos possam cometer atos que refletem a imaturidade em ocasiões diversas.
Vemos inúmeras atitudes imaturas de homens e mulheres, de idades diversas por medo de não conseguir suportar as conseqüências de seus atos. Garanto que com um pouco de coragem e treino, todos conseguem ser fortes a ponto de aproveitar os benefícios, alegrias e prazeres de amar.
Lembre-se: Nós criamos os nossos caminhos, podemos fazer este caminho ser alegre, coloridos cheio de emoções para nos recordarmos em momentos futuros ou deixar que façam nosso caminho. Podemos observar que quando não guiamos nosso carro, sendo apenas “carona”, iremos para onde o motorista desejar, gostemos ou não do percurso ou destino final. Se isto é passível de acontecer comumente, que dirá em nossa vida pessoal.
Não tenha receio de construir, conscientemente, passo a passo sua vida. Não receie amadurecer, as vantagem advindas de suas atitudes assumindo a responsabilidade pôr suas escolhas, lhe darão sustentáculo e força para ter uma vida perfeita e feliz...

Maneiras de expressar amor


A maneira como expressamos nosso amor demonstra em que acreditamos, refletindo os resultados das experiências porque passamos.
Relacionar-se é também conhecer-se. É perceber que a cada movimento nosso há um reflexo no outro, atitudes positivas gera respostas positivas.
Diante disto, quando não nos fechamos ao conhecer o outro, a vida fica mais real e construtiva.
Quando um relacionamento é baseado em hipóteses, as diferenças que antes poderiam parecer um complemento, acabam por ser um obstáculo intransponível. Há pessoas que precisam de relações afetivas muito próximas e outras acreditam que o grau de intensidade demonstra o grau do amor. Em grande parte das relações que se comportam desta maneira, o grau de insatisfação e decepção acaba por sobrepujar o afeto.
Alguns acreditam que cada pessoa ama de maneira diferente das demais. O amor é sentimento único, as maneiras, a intensidade na demonstração do sentimento é que se diferenciam.
Falar: ”eu te amo”, é fácil, palavras podem sair dos lábios de todos nós. Mas a atitude deve expressar o sentimento.
Há pessoas que se sentem muito confortáveis, esforçando-se ao máximo, para agradar ao parceiro(a), acreditando que esta deva ser a maneira correta de demonstração de amor.
A contrapartida seria as aqueles que não necessitam de atenção o tempo todo e por este motivo, também não o fazem. O fato de uma pessoa não acreditar em datas comemorativas e por isto só presentear quando sente vontade, não significa que esta pessoa não sabe amar, não sente ou não ama seu parceiro(a). Muitos são avessos as datas comemorativas, sentindo-se obrigados a seguir um modismo e não uma emoção verdadeira.
O tamanho do presente, também não significa o tamanho do amor. Não é porque o namorado(a) de sua( seu) amiga(o) a presenteou com uma jóia, que ele(a) ama mais ou é mais feliz. Normalmente um presente simples e criativo, está mais perto da realidade.

14 de jul. de 2008

Crônica sobre Educacionismo II


Nosso continente vive um novo tempo cíclico: tempo de esquerdas capitalistas. Em vários países percebe-se os esforços, as injeções que os Estados tentam dar às classes favorecidas. São os únicos métodos de redistribuição de renda que eles têm conhecido, o tamanho dessa “fatia” é o grande debate nos Congressos Nacionais. Redistribuição da riqueza é o caminho mais curto para uma melhor qualidade de vida.
Para a inconformidade de novos dirigentes políticos latinoamericanos, obter os governos não significou ganhar o poder; esse já tem dono a tempos, quem detém o poder é Dom Mercado.
O Capitalismo instaurou os regulamentos, os tribunais, as leis do jogo, a muito que vêm fazendo isso. Se “ele” se mostra indestrutível, soberano e absoluto, a utopia é a mutação. A sociedade mudará as regras do jogo.
Necessitamos dirigentes mais filósofos que nos façam pensar, e menos Políticos que nos digam o que fazer. Na oportuna alteração desta rota suicida, está em jogo a própria sobrevivência da espécie humana.
Esta Sociedade do Consumo e da Opulência conseguiu transformar o “Homo Sapiens” em “Homo Consumidorus”. São todos tratados como Turbo-consumidores, que oscilam entre a euforia e o vazio, loucos para comprar, desesperados para pagar.
A qualidade de vida das próximas gerações são o grande desafio do Movimento Educacionista, não apenas no Brasil, mas também em Latinoamerica, (afinal o mesmo vento que venta lá, venta cá).
O cidadão do futuro tem que se sentir realizado pelo que é, não apenas pelo que tem. Nossos jovens exigem ferramentas para diferenciar: o valor, do preço; e que êxito não é felicidade.
O Educacionismo tem que tomar para si o protagonismo, como Movimento Popular que é. Não apenas na elaboração das políticas do Estado, também deve influenciar, para que a Sociedade adote “Ações Positivas” (exemplos que deram certo), que permitam ao homem do futuro olhar para dentro de si, e se reencontrar com seus valores, sentindo-se realizado no esporte ou nas artes.
O consumo desenfreado como nos “sugerem” os meios multimídia, não devem ser a única opção. Construir uma nova alternativa leva tempo, esse tempo ... tão escasso... é agora. É a utopia. É o Educacionismo.
Raúl

Crônica sobre Educacionismo I


O Movimento Educacionista é um lindo desafio que temos pela frente.
Num mundo em transformação, transformações velozes e multilaterais que nos abraçam e nos arrastam num remoinho louco e inesperado, temos a obrigação de olhar lá na frente, com muito realismo e sem fazer futurismo. As futuras gerações dependem do quanto somos capazes de lidar com nossos destinos, tem que haver um golpe de timão, uma pisada no freio.
Os americanos aprenderam com os europeus que torrar dinheiro fazia feliz os homens (algumas mulheres também). Capitalismo, chamaram-lhe, quem tiver a casa mais luxuosa, o carro maior, esses, sobem no pódio da vida.
Americam Life: esse é o sistema de vida que eles exportaram, que nos venderam, que se instalou entre nós; ele chegou na China e na Índia, com seus milhares de milhões, ávidos por consumir. Viviam com um par de sandálias e uma túnica por ano, agora querem um par de tênis de griffe e uma calça diferente cada dia, querem por que tem direito e dinheiro para consumir. Neste mundo descartável do “use e jogue fora” o fim é previsível e irremediável.
Nas últimas décadas, o homem tem consumido mas que em toda a história da humanidade os recursos naturais, recursos finitos, não renováveis.
Para as próximas gerações restará muito pouco, ou melhor já comeram, devoraram, industrializaram.
A sorte do Brasil está estritamente ligada à sorte da Latino America, onde o Brasil for, boa parte da Latino America o seguirá. Nas capitais Latino-americanas é noticia o que acontece nas grandes cidades do Brasil, mais aqui só interessa o que ocorre nos EEUU e Europa.
O Movimento Educacionista chega em esse momento da história, sem revoluciones, sem bandeiras. Os únicos enfrentamentos no Mercosul são por dinheiro, exceto os movimentos indigenista e pela terra. O Educacionismo deve ser uma ferramenta, para que as próximas gerações aprendam a olhar e se realizar com a Cultura, as Artes e os Esportes, que olhem dentro de si, e não sejam meros consumidores escravos de Don Mercado.
Raúl