14 de set. de 2008

Entrevista com o escritor



Colégio Inédito

No dia 10 de setembro de 2008, os escritores Gacy Simas e Raúl Larrosa, estiveram no Colégio Inédito, situado na Colônia Agrícola Samambaia (Brasília), para uma entrevista programada pelos alunos do ensino fundamental e médio.
A programação iniciou com uma apresentação, por parte dos escritores, mas logo os jovens iniciaram as perguntas... e, num instante, formou-se uma enorme fila de crianças, todas aguardando sua vem para questionar os autores.
Afirma Gacy: “As crianças, de um modo ou de outro, sempre conseguem nos surpreender, desta vez, foi uma jovem de 11 anos, que criou uma poesia na hora, para nos homenagear. Verdadeiramente especial!”
Durante este semestre as crianças estão estudando a obra de dois escritores: Machado de Assis e Gacy Simas. Procuram obter semelhanças com os aspectos da natureza em ambas as obras.
Os escritores observam: “Apoiamos a iniciativa dos dirigentes, pois procuram manter vivo o escritor clássico e trazer para perto das crianças os escritores regionais e que ainda estão vivos.”

4 de set. de 2008

27º Feira do Livro Brasília



Sábado, 30 de agosto, começou a 27ª Feria do Livro. Iniciamos com um encontro de escritores uruguaios. No estande do Sindicato dos escritores e da Academia Taguatinguense de Letras, aconteceu um sarau organizado pelo Movimento Cultural aBrace, com a presença de seus diretores Nina Reis e Roberto Bianchi, com a participação especial da poetisa uruguaia Betty Chiz. Com o microfone aberto para a participação do público presente, desfrutamos de um evento iluminado pela magia das palavras e das idéias. Em meio ao espetáculo poético, escutamos o som da chuva, esta não seria nenhuma noticia se, Brasília, não estivéssemos ainda no período da seca. Após 5 meses de baixa umidade, as primeiras gotas de chuva que caíram, recebemos não apenas como prenúncio da primavera, mas também e principalmente como um sinal de bom e fértil período na literatura e nas raízes culturais da nossa sociedade.
Paralelo a Feira do Livro iniciamos esta semana, a primeira Bienal de Poesia – I BIP, um empreendimento que se tornou realidade, principalmente, pela perseverança do escritor Antonio Miranda. Contaremos com a participação dos nossos amigos e convidados uruguaios também em apresentações na BIP.
Ao final da noite do dia 30/8, recebemos a honrada visita do poeta amazonense Thiago de Mello (principal homenageado em esta Feira e Bienal). Foi um momento emocionante, ver este homem de idade avançada, que na noite anterior dormiu com um médico em sua cabeceira, pois estava com 40º de febre, inclusive foi noticiado pela imprensa que sua presença era incerta. Vê-lo ali conosco distribuindo otimismo foi maravilhoso! O grande Thiago de Mello nos contou sobre o carinho e saudade que tem por Mario Benedetti e Eduardo Galeano, sobre o tempo que ficou exilado no Uruguai e os amigos que conquistou. Admirável a história de vida deste poeta.

Estamos na 27ª Feira do Livro, que começou da melhor maneira possível.

3 de set. de 2008

27ª Feira do Livro de Brasília



Especial:

Dia 03 de setembro
Horário: 9h às 12h
Local: 27ª Feira do livro de Brasília, Pátio Brasil - Oficina II
Explanação de alguns projetos de incentivo a leituras, durante o II Fórum Brasília, capital das leituras.
A escritora Gacy Simas, apresentará um de seus Projetos de estímulos para leitura:
o Projeto Ler e Criar – incentivo à leitura, a convite da Biblioteca Braille de Taguatinga, pela Dinorá Couto Cansado.

2- Dia 04 de setembro
Horário: 10h às 13h -
Local: Biblioteca Nacional e Brasília - I Bienl de Poesia - I BIP
A escritora Gacy Simas participarái com performance poética, durante apresentação dos membros da Biblioteca Braille de Taguatinga, na programação do Viva a Poesia - com os Autores em Braille, organizado pela Dinorá Couto Cansado, da Biblioteca Braille de Taguatinga.

2 de set. de 2008

11º Encontro de Esperanto de Taguatinga - Brasília


Você sabe que há uma língua para todos os habitantes do Planeta Terra? Essa língua não pertence a nenhum povo, em particular; todavia, de todos ela é igualmente pertencente. Ela é minha e também sua; mesmo que você ainda não a tenha começado aprender. Essa língua chama-se ESPERANTO. Com o propósito de divulgar o ESPERANTO, a “Taguatinga Esperanto-Klubo" (Clube de Esperanto de Taguatinga) realizará no dia 21 de setembro (domingo), a partir das 9 horas da manhã, o 11º Encontro de Esperanto de Taguatinga. O tema será: O ESPERANTO EM TAGUATINGA. O evento constará de duas partes. 1ª Parte: Palestra mostrando aspectos históricos do movimento esperantista em Taguatinga; 2ª Parte: Apresentação de um espetáculo artístico na língua Esperanto com artistas do DF e a participação especial de Tarcísio Lima - cantor, compositor e músico de Fortaleza (Ceará), premiado em vários concursos internacionais. O evento será realizado no Auditório dos Pioneiros (prédio da Administração Regional de Taguatinga, na Praça do Relógio, Taguatinga Centro, Brasília, DF). O visitante que for de trem do metrô deverá saltar na Estação Praça do Relógio.
A ENTRADA SERÁ FRANCA.
Se você desejar mais informações utilize:
E-mail: "tek.esperanto(ARROBA)ig.com.br"
Telefone: (61) 3033-4882 (sede do TEK).
Colabore com o movimento em prol do Esperanto retransmitindo este convite para os seus amigos, principalmente para aqueles que moram no Distrito Federal.

Desejando muita paz, saúda-lhe,

A Diretoria do Taguatinga Esperanto-Klubo

NOTA: Se você quiser manter-se informado sobre tudo que ocorre no DF com relação ao movimento em prol do Esperanto (cursos, festas, congressos, excursões etc), solicite-nos sua filiação ao Grupo ESPERANTO-EM-BRASÍLIA. Você não pagará nada por esse serviço.
Abrace você também essa bandeira:
"PARA CADA POVO, A SUA LÍNGUA; PARA TODOS OS POVOS: ESPERANTO!".

24 de ago. de 2008

Quem cria seu caminho é você


Imagine, você anseia pela presença de um amor, mas a seu ver, ele está demorando muito. Qual será o motivo? Reveja em que direção está seguindo.
Que tipo de amor está desejando? Será que está pronta para aceitar os defeitos que vêm junto, no mesmo pacote das qualidades que você, tão cuidadosamente assinalou, quando fazia suas orações?
Durante todos os dias nos colocamos diante de dois caminhos. Ao levantarmos, pela manhã, devemos escolher quais peças de roupa iremos usar? Durante o café da manhã: o que comer? Irei tomar café hoje? Sendo assim precisamos sempre tomar uma decisão. Não é diferente no tocante ao relacionamento amoroso. Quanto mais conscientes das implicações e responsabilidades de nossas escolhas estivermos, tanto melhor, pois “ O plantio é opcional. A colheita é obrigatória.”
Talvez você diga que não escolheu a quem amar. Embora discorde desta opinião, - nesse momento faço uma pausa para explicar o ponto de vista - pois se você escolheu ir àquela festa, danças com aquela pessoa, alimentar os encontros, envolver-se com ela. Me desculpe a franqueza: você escolheu, sim, essa pessoa para amar. Então o caminho deve ser a honestidade em amar, dedicação, assumir a responsabilidade.
Acredite na sua força, ela é maior que o receio de ser mal interpretado, de ser enganado, de perder a pessoa amada, ou melhor dizendo de sofrer mais do que poderia agüentar. Nosso medos estão sempre pairando à sombra, mas as atitudes diante delas é que fará a diferença. Afinal, nós também podemos estar causando sofrimento à alguém, não só sermos vistos como vítimas das situações.
Neste ponto podemos falar sobre maturidade, já que falamos em responsabilidades. Muitos consideram o fato de amadurecer como um castigo que só trará coisas chatas, monótonas e difíceis de serem feitas e faladas. Normalmente é o tipo de comportamento esperado pelos jovens em torno dos 18 a 20 anos, embora muito adultos ou idosos possam cometer atos que refletem a imaturidade em ocasiões diversas.
Vemos inúmeras atitudes imaturas de homens e mulheres, de idades diversas por medo de não conseguir suportar as conseqüências de seus atos. Garanto que com um pouco de coragem e treino, todos conseguem ser fortes a ponto de aproveitar os benefícios, alegrias e prazeres de amar.
Lembre-se: Nós criamos os nossos caminhos, podemos fazer este caminho ser alegre, coloridos cheio de emoções para nos recordarmos em momentos futuros ou deixar que façam nosso caminho. Podemos observar que quando não guiamos nosso carro, sendo apenas “carona”, iremos para onde o motorista desejar, gostemos ou não do percurso ou destino final. Se isto é passível de acontecer comumente, que dirá em nossa vida pessoal.
Não tenha receio de construir, conscientemente, passo a passo sua vida. Não receie amadurecer, as vantagem advindas de suas atitudes assumindo a responsabilidade pôr suas escolhas, lhe darão sustentáculo e força para ter uma vida perfeita e feliz...

Maneiras de expressar amor


A maneira como expressamos nosso amor demonstra em que acreditamos, refletindo os resultados das experiências porque passamos.
Relacionar-se é também conhecer-se. É perceber que a cada movimento nosso há um reflexo no outro, atitudes positivas gera respostas positivas.
Diante disto, quando não nos fechamos ao conhecer o outro, a vida fica mais real e construtiva.
Quando um relacionamento é baseado em hipóteses, as diferenças que antes poderiam parecer um complemento, acabam por ser um obstáculo intransponível. Há pessoas que precisam de relações afetivas muito próximas e outras acreditam que o grau de intensidade demonstra o grau do amor. Em grande parte das relações que se comportam desta maneira, o grau de insatisfação e decepção acaba por sobrepujar o afeto.
Alguns acreditam que cada pessoa ama de maneira diferente das demais. O amor é sentimento único, as maneiras, a intensidade na demonstração do sentimento é que se diferenciam.
Falar: ”eu te amo”, é fácil, palavras podem sair dos lábios de todos nós. Mas a atitude deve expressar o sentimento.
Há pessoas que se sentem muito confortáveis, esforçando-se ao máximo, para agradar ao parceiro(a), acreditando que esta deva ser a maneira correta de demonstração de amor.
A contrapartida seria as aqueles que não necessitam de atenção o tempo todo e por este motivo, também não o fazem. O fato de uma pessoa não acreditar em datas comemorativas e por isto só presentear quando sente vontade, não significa que esta pessoa não sabe amar, não sente ou não ama seu parceiro(a). Muitos são avessos as datas comemorativas, sentindo-se obrigados a seguir um modismo e não uma emoção verdadeira.
O tamanho do presente, também não significa o tamanho do amor. Não é porque o namorado(a) de sua( seu) amiga(o) a presenteou com uma jóia, que ele(a) ama mais ou é mais feliz. Normalmente um presente simples e criativo, está mais perto da realidade.

14 de jul. de 2008

Crônica sobre Educacionismo II


Nosso continente vive um novo tempo cíclico: tempo de esquerdas capitalistas. Em vários países percebe-se os esforços, as injeções que os Estados tentam dar às classes favorecidas. São os únicos métodos de redistribuição de renda que eles têm conhecido, o tamanho dessa “fatia” é o grande debate nos Congressos Nacionais. Redistribuição da riqueza é o caminho mais curto para uma melhor qualidade de vida.
Para a inconformidade de novos dirigentes políticos latinoamericanos, obter os governos não significou ganhar o poder; esse já tem dono a tempos, quem detém o poder é Dom Mercado.
O Capitalismo instaurou os regulamentos, os tribunais, as leis do jogo, a muito que vêm fazendo isso. Se “ele” se mostra indestrutível, soberano e absoluto, a utopia é a mutação. A sociedade mudará as regras do jogo.
Necessitamos dirigentes mais filósofos que nos façam pensar, e menos Políticos que nos digam o que fazer. Na oportuna alteração desta rota suicida, está em jogo a própria sobrevivência da espécie humana.
Esta Sociedade do Consumo e da Opulência conseguiu transformar o “Homo Sapiens” em “Homo Consumidorus”. São todos tratados como Turbo-consumidores, que oscilam entre a euforia e o vazio, loucos para comprar, desesperados para pagar.
A qualidade de vida das próximas gerações são o grande desafio do Movimento Educacionista, não apenas no Brasil, mas também em Latinoamerica, (afinal o mesmo vento que venta lá, venta cá).
O cidadão do futuro tem que se sentir realizado pelo que é, não apenas pelo que tem. Nossos jovens exigem ferramentas para diferenciar: o valor, do preço; e que êxito não é felicidade.
O Educacionismo tem que tomar para si o protagonismo, como Movimento Popular que é. Não apenas na elaboração das políticas do Estado, também deve influenciar, para que a Sociedade adote “Ações Positivas” (exemplos que deram certo), que permitam ao homem do futuro olhar para dentro de si, e se reencontrar com seus valores, sentindo-se realizado no esporte ou nas artes.
O consumo desenfreado como nos “sugerem” os meios multimídia, não devem ser a única opção. Construir uma nova alternativa leva tempo, esse tempo ... tão escasso... é agora. É a utopia. É o Educacionismo.
Raúl

Crônica sobre Educacionismo I


O Movimento Educacionista é um lindo desafio que temos pela frente.
Num mundo em transformação, transformações velozes e multilaterais que nos abraçam e nos arrastam num remoinho louco e inesperado, temos a obrigação de olhar lá na frente, com muito realismo e sem fazer futurismo. As futuras gerações dependem do quanto somos capazes de lidar com nossos destinos, tem que haver um golpe de timão, uma pisada no freio.
Os americanos aprenderam com os europeus que torrar dinheiro fazia feliz os homens (algumas mulheres também). Capitalismo, chamaram-lhe, quem tiver a casa mais luxuosa, o carro maior, esses, sobem no pódio da vida.
Americam Life: esse é o sistema de vida que eles exportaram, que nos venderam, que se instalou entre nós; ele chegou na China e na Índia, com seus milhares de milhões, ávidos por consumir. Viviam com um par de sandálias e uma túnica por ano, agora querem um par de tênis de griffe e uma calça diferente cada dia, querem por que tem direito e dinheiro para consumir. Neste mundo descartável do “use e jogue fora” o fim é previsível e irremediável.
Nas últimas décadas, o homem tem consumido mas que em toda a história da humanidade os recursos naturais, recursos finitos, não renováveis.
Para as próximas gerações restará muito pouco, ou melhor já comeram, devoraram, industrializaram.
A sorte do Brasil está estritamente ligada à sorte da Latino America, onde o Brasil for, boa parte da Latino America o seguirá. Nas capitais Latino-americanas é noticia o que acontece nas grandes cidades do Brasil, mais aqui só interessa o que ocorre nos EEUU e Europa.
O Movimento Educacionista chega em esse momento da história, sem revoluciones, sem bandeiras. Os únicos enfrentamentos no Mercosul são por dinheiro, exceto os movimentos indigenista e pela terra. O Educacionismo deve ser uma ferramenta, para que as próximas gerações aprendam a olhar e se realizar com a Cultura, as Artes e os Esportes, que olhem dentro de si, e não sejam meros consumidores escravos de Don Mercado.
Raúl

30 de jun. de 2008

Permita-se enamorar!

Estar apaixonado! Melhor seria dizer: “estar enamorado” *, pois apaixonar-se está ligado a um sentimento que extrapola, excede, em termos de intensidade sobrepondo a razão, a lógica. Seguindo mais adiante nesta análise, temos a palavra paixão. Nossa cultura diz que a paixão é uma “coisa” boa, um sentimento bom, mas não é apenas este o seu significado. Paixão além de se referir a quem está apaixonado, também é sinônimo de sofrimento. Não há quem não tenha sofrido por paixão.
Muitas vezes é o medo do sofrimento que não nos permite sermos verdadeiros em nossos sentimentos, passando a medir nossas atitudes, nossas palavras, nossos gestos e, de repente, quando olhamos para o espelho dizemos: “- não era aquilo que eu queria dizer ou fazer”. Este receio está intimamente ligado ao medo de perder o ser amado. Acreditamos que escondendo nossas falhas a pessoa amada só verá nossas qualidades, só nos verá bonitos, arrumados com saúde, penteados.
É fato que corremos o risco de não sermos exatamente o que o outro deseja, mas criamos situações difíceis e, pôr vezes irremediáveis, aderindo a subterfúgios, máscaras para representar alguém que julgamos agradar ao outro e que de maneira alguma, se parece conosco. Uma relação baseada em aparências, nunca poderá refletir se estamos agindo corretamente. É neste ponto que devemos falar, ou melhor conversar, quando conversamos, os dois têm a chance de falar , expor seu ponto de vista suas intenções. Crie oportunidades para o diálogo franco, é um excelente momento de crescimento pessoal e do casal, devemos oportunizar a chance das pessoas reverem suas atitudes, aprender novas maneiras de compartilhar podendo ver a riqueza de experiências que o outro traz. Muita confusão pode ser evitada quando expomos nossos pensamentos e intenções e permitimos que nosso(a) companheiro(a)também o faça.
Sejamos francos: desperdiçaremos uma ótima chance de resolver as coisas quando nos fechamos ou colocamos uma “pedra” pôr cima de uma questão mal resolvida, fingindo que está tudo certo, quando na verdade ainda não está. Resolver algo é encerrar o caso e não deixar arestas para serem aparadas no futuro. Pessoas que guardam mágoas, ou questões mal solucionadas não percebem que estão dando manutenção à um câncer, a um monstro que irá pouco a pouco devorar a relação do casal. Dói mexer em um machucado, nós bem sabemos, pois fazendo analogia, quando éramos crianças e arranhávamos o joelho. Tínhamos que permitir que viessem com algodão, álcool, a fim de limpar a ferida. Muitas vezes é tão necessário e doido, limparmos os machucados do coração, para que não infeccione, quanto uma ferida aberta no joelho.
Faço uma sugestão. Enamore-se e permita que o outro enamore-se de você. Corra o risco, mantendo em mente o objetivo de aprender, conhecer, perdoar, amando profundamente e permitindo que o outro expresse seu amor. Situações conflitantes são excelentes oportunidades de crescimento e não significa, necessariamente que haverá um rompimento.
Se neste ponto, você teve dúvidas, é bom dar uma parada e questionar, a luz de realmente ver os fatos sem egoísmos, objetivando a solução. Desarme-se que fatalmente seu(sua) parceiro(a) se desarmará. Pense: só ataca quem se sente atacado ou injustiçado!

NOTA DE RODAPÉ
· Enamorar - inspirar amor em alguém, encantar.
· Paquerar- vigiar com intenção de namoro
· Namorar – procurar inspirar amor
· Paixão – emoção levado a alto grau de intensidade sobrepondo a lucidez e razão.


Gacy

FUGA


Ao subir a escadaria de madeira, perguntava-se: “ - Estaria acordada ou dormindo?”
Parecia tudo tão real... mas, por que a dúvida?
Chegando ao topo, seguiu pelo corredor rapidamente. O medo de estar sendo seguida cresceu.
Forçou a porta do seu lado esquerdo, entrando.
Todo ambiente estava às escuras e não conseguia identificar, se quer, a existência de móveis.
Pensava: “Ninguém me encontrará. Aqui, estarei segura.” Abaixou-se, ficando em silêncio total. Neste momento, tomada de inquietação e insegurança, levantou-se, seguindo até um ponto iluminado, do lado oposto ao que se encontrava.
- Uma janela!!! Abre-a com cuidado para não fazer ruídos
Avista uma escada logo abaixo do parapeito. Não Pensa duas vezes - desce.
Ao pisar no gramado, volta a esperança. Corre ao encontro do portão. Parece ser sua única saída.
Enquanto corria, a neblina ficava mais forte, o frio mais cortante e, crescia o medo de não conseguir escapar.
A grama molhada a fez escorregar. Ao virar-se para ver de quem era a mão úmida, que a segurava pelo ombro, gritou. O som estridente foi tão alto que a fez acordar.
Sentou-se na beirada da cama para respirar aliviada, antes de ver que suas roupas estavam molhadas e em suas mãos... haviam restos de grama....


Gacy Simas

13 de jun. de 2008

O Barulhento

- Enéas!! Você tem que parar com esse barulho à noite!
- Você exagera, meu amor...
- Até os vizinhos já reclamaram, além do mais, poderia trabalhar em outro horário!? Tem que ser sempre à noite? Madrugadas adentro?
- Clotilde, meu amor! Sabes bem que a inspiração só me aflora na alma de artista, quando as estrelas aparecem.
- Tudo bem! Tudo bem! Mas, pelo amor de Deus, Enéas, tenta não fazer tanto barulho.
- Clotilde, carinho meu, amada do meu coração, tu sabes que não sei usar computador, e não me adapto às canetas modernas, por isso continuo escrevendo com pena!!!!!!!!!
Raúl

Elo Perdido


Aqueles dois macaquinhos jovens, quase adolescentes, estavam a se conhecerem. Foram para uma das mais altas ramas da frondosa árvore, escondidos da vista dos mais velhos. Para eles tudo era novidade, assim, começaram a se tocar, a descobrir novas sensações, até que a macaquinha descobriu o sexo do seu amiguinho, apertou, puxo, ele arregalou os olhos enormes. Desequilibrou-se, abraçou-se a ela, em vão, tentando recuperar o equilíbrio, mas... os caíram juntos. Estavam em uma rama muito alta e o tombo foi muito grande. Caíram abraçados, sentados, quebraram os rabos começando a chorar de dor. Outros macaquinhos chegaram e logo atrás as mães. Os pais, estes ficaram muito bravos, os xingaram, que vergonha! Decidirão dar uma lição: expulsariam os dois da árvore, da família, da floresta, os rabos, em lugar de consertar, arrancaram de vez.
Assim, os macaquinhos, cheios de dor e vergonha, saíram andando. Sem rabo, não mais poderiam pular pelas árvores, agora só mesmo caminhando, coisa que não estavam acostumados a fazer. Foram andando... andando até a floresta findar.
Chegaram ao mar, que não conheciam, estavam cansados e com sede, tentaram beber mas não gostaram, pois era muito salgada. Sim, gostaram foi do banho do mar! Sentiam-se tão cansados que se deitaram na areia quentinha, e ali, adormeceram. Quando acordaram descobriram que o sol também queimava.
Foram passando os dias e os macaquinhos sem rabo foram aprendendo novas coisas, a comer peixe, a nadar, a fazer amor deitados... Assim, com as duas mãos livres podiam se acariciar. Descobriram a fala. O sol queimava seus corpos e os pêlos começaram a cair.
Pelo exercício diário das caminhadas, suas pernas foram se fortalecendo e ficando maiores, mais fortes. Desenvolveram novos hábitos e, com a nova dieta, o cérebro estava ficando maior. Começaram a viajar, sempre perto do mar, longe das florestas, de onde tinham sido desterrados. Não estariam mais seguros, posto que só estivessem a salvo, pulando pelas árvores, mas no chão seriam presas fáceis das feras.
Essa é mais ou menos a história do Elo Perdido que os cientistas nunca puderam explicar.
A propósito, alguns teólogos chamaram nossos macaquinhos sem rabo de Adão e Eva.
E como vocês podem ver, nossa civilização começou com um tombo de uma árvore.
Raúl

10 de jun. de 2008

Presença


Uma tradição milenar segue seu curso, sob olhos atentos e até certo ponto curiosos, admirados, de um recém chegado ao mosteiro.
Enquanto os primeiros monges aproximavam-se adentrando ao grande salão, caminhando a passos tranqüilos e ritmados, eu observava seus trajes. Aquele vestuário era simples mas ganhava vida e pompa no contexto. Meus pensamentos vagavam, imaginando questões que não deveriam ter lugar em uma cerimônia como aquela.
Novos monges iriam alcançar um grau mais elevado, presumia.
Por falar em presumir... O que teria me levado até ali?
Agora percebia. As pessoas, em torno de mim, estavam tão concentradas, interiorizadas espiritualmente, que pareciam não me ver... ou será que realmente não me viam???
Olhei-me. Não pude deixar de pensar, que se fosse ao contrário, e eu estivesse no lugar de um dos monges, é claro, que perceberia a presença de outra pessoa, especialmente destoando de um quadro tão harmônico.
Por falar em destoar, fui “pego” pelo olhar de um dos monges que embora estivesse do outro lado da sala, me viu.
Não sei se cumprimento sorrindo ou não. Por via das dúvidas, é melhor fingir que não vi.
Tento me concentrar na cerimônia, mas... os olhos do monge me perseguem. Gostaria de estar invisível.
Está me deixando desconcentrado!
Não há nada de mais em olhar para outra pessoa. Vou parar de pensar e caminhar em sua direção para cumprimentá-lo.
Não cheguei a dar três passos e estava bem de frente para o monge.
Por que não se levanta? Que falta de educação! Eu teria levantado!
Tudo bem. Me sentarei à sua frente para provar amizade e humildade.
Olho direto em seus olhos. Ele parece não ver meu rosto, mas me sinto inteiramente revelado. Seu olhar é profundo e aconchegante. Me parece mais velho do que antes, me parece mais feliz... me parece familiar....
Alguns instantes se passaram, ou seriam anos...
Não importa!
Um jovem perplexo e admirado, aproxima-se com “ar” arrogante. Com certeza acha-me sem educação por não levantar-me para cumprimentá-lo.
Deixarei que perceba a grandeza e o valor da humanidade. Quando isso acontecer, ele se sentará diante de mim.

Dádivas


As Borboletas Azuis, do amor e do ódio, trouxeram dos campos secos um presente: “Morangos venenosos”, que devem ser comidos ou bebidos, conforme a consciência daquele que habita a cela das sombras e, se assim o aceitar.
Em tempos de neve, as Borboletas Azuis do amor e do ódio, hibernam. Quem oferece as dádivas, das “Tentações Adormecidas”, é o Mestre do Coração em Chamas. Aquele que for agraciado, terá o poder de fazer aparecer, à sua frente, um inimigo antigo, passando assim, pelas tentações da ira e da bonança extremas. Dependendo do lado de sua escolha, romperá o cordão doloroso da primavera.
Neste momento poderá sentir um aroma de sândalo ou jasmim.
Os rastros na neve serão apagados, escrevendo o futuro, no livro eterno da Vida e da Morte.
Gacy

26 de mai. de 2008

Cucaracha Paulista


A moça caminhava serelepe, naquela manhã, atrasada como sempre para seu serviço, absorta no trabalho que a aguardava. O sol começava a esquentar a cidade e esta já fervilhava; o formigueiro humano tomava conta das calçadas. No ponto de táxis os motoristas costumeiros, e os papos de todas as manhãs naquele horário: o tempo, os resultados do futebol na noite anterior e a última BBB peladona. Naquele momento eram três taxistas e o do meio devorava o terceiro pastel com muito ketchup e caldo de cana (tem coisa mais paulista que pastel com ketchup?); era o mais gordo, aliás, bastante gordo e também o mais brincalhão dos três. Eles pararam para prestar atenção na cena que se desenrolava à sua frente: Uma barata enorme (e nojenta), ousou cruzar o caminho da moça (aquela moça!), ela não queria pisar, mas teimosa e tonta fazia a coitada dançar, pra lá, não! Pra cá! Aí, pronto!! O pé dela, calçando uma delicada botinha de camurça marrom aterrizou a centímetros da tonta e ela não dispensou a oportunidade, cheiro gostoso, talvez pegasse uma carona, subia a coitada pela bota chegando à perna da calça e a moça, coitada! Sua dança se tornou frenética, mistura de sapateado com frevo, querendo se livrar da nojenta. Os taxistas riam até não poder mais, o gordo se lambuzava de ketchup, que escorregava pela barba, ameaçando sujar a camisa branca impecável que guardava seu abdômen proeminente a tremer de riso ante tão hilária situação. Afinal, era mesmo engraçado ver a infeliz secretária balançando ali, bem na sua frente peitos, bunda e coxas, como se fosse carnaval. A barata agüentou como pode os embates das pernas hostis, já escorregava quase caindo, se segurava na ponta da bota e aí... o chute final; a barata saiu despedida com tanta força que parecia um foguete, uma bala, quase uma barata bala. Para aterrizar onde?
Na barba do gordo!
A situação mudou: quem observava era ela. Com um alívio, quase prazer, os amigos ficaram sérios, logo acharam graça também, vendo aquele brincalhão se auto-flagelando, quase. Para se livrar da barata, ele ficou vermelho, engasgou, derramou o caldo de cana nos sapatos há pouco engraxados e desferia sopapos que não atinavam na maldita: a rua toda parou para ver tamanho vexame. Finalmente, a intrusa foi despejada, saiu em disparada, achou um buraco e se mandou.
Agora só sairia a noite, nem barata consegue aturar a histeria e o nervosismo de São Paulo durante o dia.
Raúl

20 de abr. de 2008

V Congresso da Faculdade Phênix

V Semana de Filosofia 15 a 18 de abril de 2008.




O objetivo do congresso foi favorecer: discussões filosóficas, sociais e psicológicas, a cerca das culturas atlânticas Brasil / África, fazendo uma interação entre a teoria e a prática. Identificando problemas sociais, econômicos afro-social, visando soluções para superação e o crescimento.












O Congresso contou com a participação dos representantes da Academia Taguatinguense de Letras (ATL): Gacy Simas (também da aBrace) e do Movimento Internacional Cultural aBrace: Nina Reis (Diretora no Brasil), professor e escritor Roque, professor e escritor Cristino, escritora Valda Fogaça.








A programação estava rica em atrações: palestras, apresentações de trabalhos artísticos e musicais, elaborados pelos alunos. Os Saraus poéticos ficaram a cargo da aBrace, que motivou os presentes a participarem do sarau, lendo poemas.

18 de abr. de 2008

Dia Nacional do Livro Infantil



Parabéns no Dia Nacional do Livro Infantil!
Muitas vezes, o escritor,
transforma os sonhos em realidade,
e a realidade em sonhos.

.......
As maravilhas, os monstros, os gigantes, os espelhos encantados, os animais que falam, nossos heróis e heroínas, estão vivos na dimensão da imaginação!
Enquanto pessoas como narradores e escritores, ouvirem seus desejos ocultos e acreditarem que podem transformar, o feio - no bonito, o triste - no alegre, "mundos" em imagens brilhantes e sedutoras, o encantamento não morrerá.
Ouvir e contar histórias, permite que as pessoas renovem conclusões no processo da leitura, alimentando o senso crítico, durante a vida.

15 de abr. de 2008

Concursos Culturais

Concurso Nacional de Haicai
Em decorrência do centenário da imigração japonesa, a Secretaria do Estado da Cultura abriu dia 11 de fevereiro as inscrições para o Concurso Nacional de Haicai Nempuku Sato. As inscrições foram prorrogadas para 05 de maio de 2008. Regulamento e mais informações: www.seec.pr.gov.br

1ª Olimpíada de Língua Portuguesa
A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro foi lançada em 19 de fevereiro, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, quando foram divulgados o cronograma e detalhes do processo de inscrição. Os alunos poderão participar até o dia 14 de abril. Regulamento e mais informações: http://ww2.itau.com.br

6º Concurso Brasileiro em Genebra
A Biblioteca da Associação Raízes em Genebra promove o 6º Concurso Brasileiro em Genebra de "Contos, Crônicas e Poesias".Seja qual for a sua idade, o seu sexo e o seu nível de estudo entre na aventura da escrita! As inscrições se encerram no dia 25 de abril de 2008. Regulamento e mais informações: http://www.raizes.ch

Professor Horácio Pacheco
A Academia Niteroiense de Letras promove o Concurso Literário Professor Horácio Pacheco, que visa à premiação de textos inéditos e, obrigatoriamente, em língua portuguesa. As inscrições se encerram dia 30 de abril de 2008, são gratuitas e feitas somente via correio. Regulamento e mais informações: http://www.academianiteroiense.org.br


10º Prêmio Literário CIEE/ABL
O Prêmio Literário é destinado a todos os estudantes de nível superior, de todo o Brasil, regularmente matriculados, independente do ano e do curso.O tema desse ano será: Sem Ética pode Haver Progresso?As inscrições são gratuitas e se encerram dia 30 de abril de 2008.Regulamento e mais informações : http://www.ciee.org.br

Prêmio Literário de Manaus
O Prêmio Literário da Cidade de Manaus possui abrangência nacional e objetiva distinguir obras inéditas, em língua portuguesa, de autores brasileiros. As inscrições se encerram no dia 31 de maio de 2008 às 16 horas. Regulamento e mais informações: http://versoseacordes.com


Fonte: Concursos & Prêmios Lietrários (Internet)
http://www.concursosliterarios.com.br/home.php